30 ANOS em 30 DIAS!
Descrição de cada ano de minha vida dia-a-dia, antecedendo a festa dos 30 ANOS!!!
Tuesday, June 26, 2007
Friday, June 22, 2007
2006
Fui a Brasília seis vezes, fui ao Rio de Janeiro, fui ao Recife... E todas essas vezes a trabalho. Fui a Aracaju visitar os parentes. Visitei Porto Seguro, Guarapari-ES, Rio, São Paulo, Serras Gaúchas, Buenos Aires, Montevidéu, BH... Conheci 99 das 102 cidades alagoanas, num contato amigo e festivo com a Força de Vendas Alagoana.
Cícero Luiz foi aclamado em 2006 como Empregado-Padrão dos Correios! Foi a primeira vez que um alagoano recebeu a honraria! E são 108.000 empregados!
Foi o ano que descobri uma nova paixão: ser instrutor de vendas! E conheci uma turma de atendentes que chegaram para melhorar ainda mais o que já era tão especial: a Força de Vendas Alagoana!
Amigos que chegaram após 2000
(Hora de cometer injustiças, pois – com todo esforço de minha memória – sei que esquecerei grandes nomes e grandes amigos.)
Aílton, já o citei. Chegou em 1995, mas ficou próximo mesmo em 2001, junto com a turma do Sexteto: Cristiane, Olívia, Lílian e Danielle. Hoje, Aílton Nunes, Cristiane Ferreira e Fabrícia Caldas são meus confidentes.
A tríade dos Correios, iniciada em meados de 2003, quando de minha chegada à área de vendas: Berenaldo, Patrick e eu. Cúmplices; sarcásticos com tudo e todos, inclusive com nós mesmos!
Rossano é um caso à parte. Trabalha comigo desde que cheguei à área de vendas. Fui padrinho de seu segundo casamento. Hoje, é “padrinho” pra lá e pra cá o tempo todo. Rossano é tão “sui generis” quanto querido.
José Carlos, Luiz Carlos, Carlos Gonçalves, Fernando Murta, Valdimar do Carmo, Cristina Seixas e Roberto Mota são colegas próximos e que admiro muito. Marilane Miranda, Desirée Farah, Robson Nunes e Edílson Matsubara são admirados e amigos. Kedes Lagos, Edimar Ribeiro (e sua esposa Rosineli) e Márcio Queiroz (o “Amigo de Todos Nós”), levo-os no coração. Seu Domingos aposentou-se e deixou saudade.
Felype Falcão, Warley Pires e Guilherme Valença passaram pelos Correios em 2006 e marcaram.
Ivone, eu a conheci no primeiro dia na Gerência de Vendas, em 16 de junho de 2003. Ficamos muito amigos e namoramos. Fomos companheiros de viagem à Europa. Hoje, persiste a amizade.
Da área de operações, lembranças de Gedalva, Damas, Marinho, Geraldo, Margarida (há seis anos na Caixa Econômica), Silvaneide, José Monteiro...
Júlia Maria chegou em 2005. Com 20 anos, já gerenciava uma agência dos Correios. Admiração, respeito, consideração e estima recíprocos são os ingredientes de nossa amizade!
Na paróquia, tem a Raquel Torres, exemplo de mulher de pulso. É muito bom ser coordenado por ela. Andrezza é minha psicóloga! A equipe que coordena o EJC também me é bastante próxima e querida, formada por Karol (A Opção!), Ronaldinho (parceiro), Luzi (índia albina), Gabi, Ramon e Thatá.
Tem ainda a Thaynara (Thay), o Heliomar (Mazinho), Marivan (profeta), Márcia Cedrim, Rafael Vergetti, Thaline, Dani (parceira), Ju Januário, Vítor, Everson (Cabeça), Nina, Micheline...
A turma especial que chegou à Força de Vendas Alagoana de 2006 para 2007: Denilza, Joelson, Francilane Caetano, Jarlene (JRB), Alda, Weslândia, Thaizy, Michelle Duarte, Enver, Márcia, Joelma, Kaline, Cristiane, Délvia, Teresinha, Katiane, Alyne, Edvaldo, Cícero, Eudes, Felipe, Jairo...
Amigas virtuais: Bebel (conheci no Orkut) e Carolina Câmara (Ringa Starr; conheci num grupo de discussão sobre Beatles na Internet).
Mesmo tendo citado outros tantos amigos na narrativa dos Anos 90, acho que cometi grandes injustiças...
2005
Os Correios de Alagoas – segundo a Vox Populi 2004, divulgada em 2005 – tinha o 3° melhor atendimento do Brasil. Quando soube, meus olhos ficaram molhados.
O 3° atendimento do Brasil atendendo ao 2° cliente mais
exigente. Isso mesmo! Apenas o cliente gaúcho era mais exigente que o cliente alagoano dos Correios.
Em uma palestra na nossa convenção anual de vendas, bradava aos vendedores: “Ora, temos o 2° cliente mais exigente do Brasil! E vocês conseguem dar esse retorno formidável: 3° melhor atendimento do Brasil! PALMAS PARA A FORÇA DE VENDAS ALAGOANA!!! PALMAS PARA VOCÊS!”
* * *
Mas a maior glória do ano foi Cícero Luiz, Gerente da Agência de Ibateguara, cidade de 15.000 habitantes e 51º PIB de Alagoas. Cícero sagrou-se o maior vendedor do Brasil em 2005, tornando-se símbolo máximo e inconteste do esforço, da garra e da motivação da Força de Vendas Alagoana!
Cícero é conhecido em todos os estados. Sua fama, inclusive, extrapola as fronteiras dos Correios. Ele já foi destaque do Bradesco, do Baú da Felicidade, da Posthaus...
E todos nós, ectistas alagoanos, nos vimos realizados em Cícero!
* * *
Ano da EUROPA! O sonho de minha vida se realizou! E as lembranças daqueles 23 dias de viagem persistem nítidas; mas isso é material futuro para o Blog!
Segue apenas um pequeno resumo de momentos inesquecíveis:
Madri: A primeira cidade européia, o choque do novo, do belo, do artístico e do festivo. E o jantar mais caro de minha vida logo na primeira noite!
Paris: Pode parecer pieguice (e é mesmo!), mas hoje sou mais feliz por existir Paris! A Cidade Luz! A Cidade Verde (mais verde do mundo)! A Cidade pra morrer de amores... Paris é uma festa!
Londres: Sou fã dos britânicos: seus filmes, sua cultura, sua classe, sua música... The Beatles!
Bruges: Passeio nos canais e nas ruas medievais dessa encantadora cidade belga!
Amsterdã: cidade das jóias, dos canais, das flores, das bicicletas... E da libertinagem! Como vi em muitos outdoors lá: “I AMsterdã"!
Colônia, Rotemburgo e passeio pelo Reno (Alemanha): Xixi mais caro de minha vida (0,50 Euros)! Não é pra menos, porque após apertar a descarga, a tampa da privada dá uma volta completa sob uma esponja fixa, fazendo uma limpeza completa. “Tecnologia privada” dos germânicos! Salve a bela e certinha Alemanha!
Áustria: Morros, casinhas, rios... Aqui e ali, um crucifixo e uma igrejinha (austríacos sempre muito católicos e devotos). Innsbruck, capital do Tirol, e Grossglockner – o topo da Áustria. Vi neve!
7 dias de ITÁLIA! Franceses, espanhóis, ingleses – todos foram de uma amabilidade admirável! O único mal da Itália foram os italianos. Mal-educados!...
1) Veneza: Praça São Marcos, passeio de gôndola... Ó, sole mio!!!
2) Florença – O Berço do Renascimento: A maior densidade de obras de arte por metro quadrado no mundo.
3) Roma - A Cidade Eterna! "Todos os caminhos levam a Roma", "Em Roma, sê romano", "Quem tem boca vai a Roma"... Coliseu, ruínas, Fontana de Trevi...
4) Vaticano - Cidade-Estado e centro da Religião Católica Apostólica Romana! Museus, Praça São Pedro, Capela Sistina...
5) Pompéia: Visita às ruínas da cidade destruída em 79 d.C pelo Vesúvio. Impressionante!
6) Nápoles. Lembra Rio de Janeiro, combinando montanhas e praias.
7) Capri: Paraíso de águas muito azuis no Mar Mediterrâneo.
Mônaco: Vislumbre do luxo e da riqueza dos monegascos e aposta em Cassino de Monte Carlo!
Barcelona: Deparar-se a todo instante com o inusitado!
* * *
Novo sonho: retornar à Europa!!!
* * *
2005 ainda não acabou! Fecha com chave de ouro com a chegada de Sophia Jolie, poodle que minha irmã trouxe para o “apertamento”.
Inacreditável! Nunca fomos de criar animais. De repente, estamos todos apegados, os cinco, “depois de velhos”, à cadelinha!
6) Nápoles. Lembra Rio de Janeiro, combinando montanhas e praias.
7) Capri: Paraíso de águas muito azuis no Mar Mediterrâneo.
Mônaco: Vislumbre do luxo e da riqueza dos monegascos e aposta em Cassino de Monte Carlo!
Barcelona: Deparar-se a todo instante com o inusitado!
* * *
Novo sonho: retornar à Europa!!!
* * *
2005 ainda não acabou! Fecha com chave de ouro com a chegada de Sophia Jolie, poodle que minha irmã trouxe para o “apertamento”.
Inacreditável! Nunca fomos de criar animais. De repente, estamos todos apegados, os cinco, “depois de velhos”, à cadelinha!
E olha que ela é braba e geniosa que nem a mana!
Wednesday, June 20, 2007
2004
Talvez minha principal característica. Talvez o principal componente de minha personalidade.
No mínimo, o que mais me identifica nos Correios hoje.
Ainda estava em Recife, final dos Anos 90, quando me descobri uma pessoa extremamente feliz, sem motivos para reclamar da vida.
Com os jogos e brincadeiras de criança, com as Copas do Mundo e demais competições, com os trabalhos em equipe e gincanas, peguei gosto por torcer, vibrar, competir e celebrar.
A festa por parte de meus pais a cada vitória minha, ainda que fosse uma pequena vitória, incentivava-me a buscar novas conquistas.
Fui forjado todos esses anos a ser alguém dado a desafios e superações.
E sinto que tudo veio à tona em 2004.
* * *
Começo do ano, um colega de outra área questionou ao gerente de vendas, Roberto Mota, se eu estava bem na área comercial. Disse que eu parecia cansado e desanimado após seis meses de estresse na seção. Aquele colega rondava e sondava, buscando subsídios para uma substituição minha por outra pessoa ou coisa que o valha.
Isso aconteceu exatamente no mesmo dia que o responsável nacional pelas vendas do Carnê do Baú veio de São Paulo a Maceió parabenizar os Correios de Alagoas pelas vendas do produto!
Mensagem sutil e bem dada!
Mas silêncio foi tudo o que não fiz em 2004. Afinado com o novo gerente de vendas, de mesma filosofia que a minha (“Podemos ser garis; buscaremos ser os melhores garis!”), fomos os dois a Sergipe aprender com os colegas de lá a acompanhar e motivar as vendas.
De Sergipe, trouxemos o Encontro de Varejo, a grande convenção de vendas dos Correios no estado, e um lema que corre em nosso sangue: “A cada atendimento, um oferecimento”.
A sintonia com a Força de Vendas Alagoana se intensificava cada vez mais, a ponto de tornar-se verdadeira paixão. Em junho, passei a ser chefe da Seção de Promoção de Vendas e Filatelia. Novas campanhas de vendas vieram e Alagoas se destacou no atingimento das metas e até mesmo em valores absolutos.
Paulo Feliciano (Aeroporto), Jairo Correia (Coité do Nóia), Maria Pereira (Atalaia), Maria José (Arapiraca), Alexandra Clara e Manoel Brito (Jaraguá), José Aílton (Palmeira dos Índios), Neuza Bulhões (Coqueiro Seco), Devoneide de Farias (Girau do Ponciano), Antônio Pinho (Teotônio Vilela), Anizete Melo (Central), Gustavo Porangaba (Barra de São Miguel), Cícero Frederico (Novo Lino), Arivaldo Torres (Jacaré dos Homens), Kelly Cristine (Jaramataia), Ester Rodrigues (Joaquim Gomes), José Carlos Nascimento (Marechal Deodoro), Aldir de Lima (Maribondo), Maria Auxiliadora (Olho d’Água do Casado), Maria do Carmo (São Sebastião), Paula Vanessa e Francisco Júnior (Coruripe), Venício Medeiros (Piranhas), Genilda Laurindo (Tabuleiro), Maria Dayse (Filatélica)... Nomes que surgiram em 2004 e eram exemplos para todos nós: vendedores que superavam as metas e se superavam. Todos eles eram alvos de nossa admiração e de muita festa.
Mas a maior glória viria nos dois anos seguintes, pelas mãos de um vendedor da cidade de Ibateguara, 15.000 habitantes e 51ª economia de Alagoas.
* * *
Chega a ser simplório, eu bem sei.
Dois versos que trago sempre comigo são de uma canção chamada “Samba da Bênção”, do brilhante Vinícius de Moraes. Para mim, eles retratam o óbvio:
“É melhor ser alegre que ser triste.
Alegria é a melhor coisa que existe.”
Final da Copa do Mundo de 2002, Tóquio, grande festa do pentacampeonato do Brasil. Houve um momento que parei e disse: “Que bom que a gente ganhou! Já pensou se a gente tivesse perdido...”
Mamãe falou: “Ô, descoberta! ‘É melhor ser alegre que ser triste.’”
Pois é, parece óbvio, mas já tive grandes discussões com pessoas próximas e queridas ao mostrar que sempre temos escolhas a fazer. Optar por viver alegre ou viver triste é uma dessas escolhas diárias que fazemos.
Por incrível que pareça, muitos preferem caminhar na segunda via: viver triste.
Vai ver sou simplório mesmo e nada é tão óbvio quanto parece...
Monday, June 18, 2007
2003
O comum é que as seções da área de vendas sejam chefiadas por Técnicos de Atendimento e Vendas. O Diretor anterior queria até um economista.
O convite foi feito na inauguração de uma nova unidade de distribuição. Ele explicou o que queria, por que me queria na área e, vendo-me hesitar um pouco, disse que era pegar ou largar.
Topei!
Apesar de ser Técnico de Operações Postais, assumi a função de Chefe da Seção de Qualidade e Planejamento Comercial por indicação e confiança dele. E vi a vida dar um giro de cento e oitenta graus!
* * *
Cheguei um pouco tímido. Conhecia pouco sobre vendas e menos ainda sobre as atribuições da seção. Uma equipe de quatro colegas me aguardava: Cecília, Patrick, Rossano e Seu Jarbas.
Estariam vendo em mim um intruso? O chefe da seção não poderia ter sido indicado dentre eles?
Berenaldo, o Gerente de Vendas, fez a apresentação à equipe e foi um apoio imprescindível nos primeiros meses. Como também tinha responsabilidades novas (nunca tinha sido gerente), compreendia as dificuldades que eu passava na adaptação. Tornou-se amigo e confidente.
Tarifas, campanhas de vendas, Semana do Selo, clube filatélico, premiações de campanhas passadas, Serviço de Atendimento ao Cliente (Fale Conosco), notas para o Boletim Interno, resumos de serviço, planilhas de acompanhamento de desempenho, pautas de produtos... Tudo parecia convergir para aquela área!
O estresse chegou ao auge. Tive que aprender tudo de novo. Em outubro, pedi socorro à equipe e passamos a realizar reuniões diárias de meia hora. Discutíamos o que cada um estava fazendo e todos se inteiravam a respeito do que se passava na seção.
* * *
Revendo anotações de 2003, algumas notas breves que fiz, registros da maior mudança em minha vida profissional, encontrei alguns lamentos que, atualmente, prosseguem comuns: “Atirei para todo lado e acertei pouco nas atividades de hoje”, “Fiz tanta coisa que nem sei” ou “”Preciso delegar mais! Preciso delegar mais!”.
É duro aceitar que depois de quatro anos na área de vendas, mesmo com todas as conquistas, ainda sou uma pessoa desfocada e centralizadora.
* * *
Sobrevivi a 2003. Apesar dos obstáculos, estava cada vez mais confiante. Os colegas das agências dos Correios e eu, através dos e-mails, telefonemas e reuniões de serviço, refinávamos nosso diálogo diariamente.
2004 se aproximava e, com ele, a descoberta de um dos traços mais característicos de minha personalidade. Talvez nem descobrisse se tivesse continuado na área operacional.
Saudade dos amigos que fiz na área de operações e de todo aprendizado que tive por lá. Mas bendita mudança de ares ocorrida em 2003!
Sunday, June 17, 2007
2002
Enquanto isso, participava de um Processo de Seleção Interna na área operacional. Aprovado, tornei-me Coordenador de Controle de Qualidade e Informações em 03 de junho de 2002.
Começou minha interação, ainda tímida, com os gerentes das agências dos Correios. Só falava, naquela época, do SRO – Sistema de Rastreamento de Objetos.
Vou sentindo-me cada vez mais apaixonado e realizado nos Correios. Mas o melhor, a mudança das mudanças, o divisor de águas, aconteceria em 16 de junho de 2003.
* * *
Brasil foi PENTA! Foi uma das maiores alegrias do ano, apenas comparável à viagem que fiz às Cataratas do Iguaçu, Aparecida, Petrópolis, Caldas Novas... Coloquei o pé fora do país: pisei o Paraguai e a Argentina! Foi um momento histórico para mim! Estava em terras fora de meu país.
* * *
Os apelidos do Sexteto:
Aílton: Canguinha
Dani: Chatinha
Lílian: Santinha
Olívia: Graninha
Cris: Pipoquinha
Eu: Malinha
* * *
A mensagem de despedida no começo de 2002 (para o Grupo Divino e para os amigos):
“A coordenação do Grupo em 2001 era uma obra de Deus – foi isto que permaneceu todo ano para mim. Logo, não podia reservar-me o direito de orgulhar-me quanto ao que era realizado. A mim cabia, tão somente, levantar as mãos para o céu e agradecer a Nosso Senhor, o verdadeiro arquiteto do Grupo Divino.
Se há motivos para gabar-me, são dos laços que estreitei com cinco pessoas mais do que especiais – Aílton, Dani, Cris, Líbi e Lílian. E acho que aqui residiu a nossa vitória: na avidez do amor a Deus, no nosso amor-cúmplice e no amor-doação ao Grupo, nós seis nos dispomos como instrumentos nas mãos de Deus (falhos, mas confiantes).
Obrigado, Senhor, por esta experiência inesquecível! Que em 2002, com o novo sexteto de amigos, nosso Grupo Divino caminhe e cresça ainda mais.
Divu”
* * *
O Sexteto hoje:
* Aílton casou há um ano e meio com Michelle. São pais da Sueli (Tatakinha), de quatro meses.
* Dani dedica-se aos estudos e ao trabalho.
* Olívia encerra o curso de Administração esse ano.
* Cris, formada em Ciência da Computação, encerrou há pouco o mestrado na Universidade Federal Fluminense. Trabalha em Niterói.
* Lílian se formou em Letras e é professora. Casa-se com Léo no começo do próximo ano.
* E eu... Bem, eu estou prestes a completar 30 anos...
Saturday, June 16, 2007
2001
A criatividade estava no auge. Havia alegria, entusiasmo, cumplicidade, carinho... Havia, sobretudo, um pacto: éramos um por todos e todos por um, como no clássico de Alexandre Dumas. Onde um estivesse, estavam os cinco outros. E se estivessem apenas os cinco, todos eles sentiam falta do ausente.
Fizemos reuniões, uma grande gincana, conduzimos dois encontros... Falávamos sempre que, se todo o restante do grupo faltasse, o grupo estaria completo nos seis. E seríamos felizes realizando os eventos da paróquia.
Friends é bom na telinha, mas eis uma turma real de seis amigos!
* * *
Uma das piadas do ano foi a feira da pechincha que o sexteto fez em Marechal Deodoro, arrecadando dinheiro para a realização do 9° Encontro da Amizade.
A gente pedia as roupas que os parentes, amigos e vizinhos não usavam mais para vendê-las por R$ 1,00 na feira.
Abri mão de uma camisa que era o xodó de meu armário: azul, estampada, parecia uma camisa havaiana. Tinha sido presente de meu Tio-padrinho Erasmo e de sua esposa, Magdale, por volta de 1995. Sempre gostei dela.
Mas abri mão e a doei para a feira da pechincha. Lá estava ela, destacando-se, entre diversas blusas, camisas e calças – toda aquela roupa sendo remexida pela clientela de Marechal.
Quase toda roupa foi vendida. A feira foi um sucesso.
Ninguém comprou minha camisa! Minha camisa preferida! Minha camisa preferida por anos foi renegada pelo público da feira!
* * *
Na viagem desse ano, mamãe, Edmo e eu revimos Rio de Janeiro, Petrópolis, Aparecida do Norte e Campos do Jordão, bem como conhecemos as águas termais de Caldas Novas e Goiânia.
* * *
O primeiro ano do terceiro milênio
Se ainda não me taxaram de doido desde a história da tabela periódica decorada, eis mais uma oportunidade imperdível: registrei tudo que me acontecia no novo milênio!
Exemplos:
1° de janeiro de 2001
0h02: Primeiros beijos do milênio: mamãe, tia Lena, Marian e vovó Lizete.
0h13: Rezei a primeira Ave Maria do milênio.
0h28: Primeira Ave Maria rezada em intercessão de outra pessoa.
0h34: Primeiro Pai Nosso.
0h54: Primeira vez que entro em casa.
0h55: Primeira vez que ligo o computador.
1h23: Primeiro alimento: quibe.
1h26: Primeiro líquido: espumante.
14h00: Primeiro ônibus.
17h00: Primeira missa.
21h30: Primeiro táxi.
03 de janeiro de 2001: Primeiro dia de trabalho nos Correios.
14 de janeiro de 2001: Eleição do Sexteto para coordenação do Grupo Divino Espírito Santo.
1° de fevereiro de 2001: Primeiro cinema. Filme: O Náufrago.
04 de outubro de 2001: Recorde! Durante uma aula chata na faculdade, fiquei sem respirar 4 minutos e 45 segundos!
Friday, June 15, 2007
2000
Setembro chegou e começou o Jogo da Qualidade, movimentando diversas gerências da Diretoria dos Correios em Alagoas, baseado no 5S recém-implantado. A equipe Sinergia, coordenada por Margarida e por mim, estava cheia de gente talentosa como Laércio, Everaldo, Nogueira e Odete.
Ganhamos o jogo. Estava vibrando! Cheguei em casa eufórico, pois era minha primeira conquista significativa nos Correios de Alagoas! Papai, então, vaticinou: “Nem sempre será sucesso, meu filho. A vida tem seus altos e baixos e é preciso serenidade para enfrentar as oscilações”.
Em julho, voltei, finalmente, a viajar. Fazia tempo! Vibrava com a possibilidade do retorno à estrada ainda faltando uns dois meses.
O objetivo principal era a participação no Congresso Nacional da Renovação Carismática, mas os coordenadores, Ieda e Itapuã, sempre incrementavam com visitas e estadas em lugares turísticos. Fomos mamãe, Magdale (esposa de meu tio-padrinho Erasmo), Edmo e eu. Revimos a linda cidade de Aparecida do Norte; conhecemos Porto Seguro, ainda fervilhante por causa de seus 500 anos, e as belíssimas e frias Petrópolis e Campos do Jordão.
Thursday, June 14, 2007
1999
Em 1999, mais uma prova da dominância da mãe na vida da gente – agora positiva! Estava bastante ansioso porque ia fazer a apresentação de um trabalho. Antes de sair, já na porta de casa, mamãe disse: “Não se preocupe! Sou mais você!”.
Fiz uma boa apresentação naquele dia. Fiz bem as seguintes. E as palavras de minha mãe ecoam até hoje.
Correios – Diretoria Regional de Alagoas
Marcos, Fábio e eu, os três técnicos postais aprovados no concurso e treinados no curso em Recife, começamos a trabalhar nos Correios de Alagoas em 21 de dezembro de 1998.
Ficamos umas duas semanas sem fazer absolutamente nada. Não sabiam sequer o que fazer com a gente. Uma agonia só!
Um de nossos chefes na época, em nossa primeira reunião, soltou a pérola: “Não estamos precisando de técnicos; precisamos é de carteiros!”.
Glup!
Que fiz? Cabeça baixa, cara amarrada, na mesa no meio da sala onde nós três ficávamos plantados, li A Mulher de 30 Anos, de Balzac. E a sensação de inutilidade se apossava de todos.
Fábio Ataíde, mais desenrolado, conversou com um, olhou o trabalho de outro, ofereceu-se para ajudar, e logo estava com trabalho de verdade para fazer. Marcos Mascarenhas, com pouco tempo, também estava cheio de atribuições; era o mais “técnico” de nós.
E eu?!
Bem, tínhamos uma amiga em comum, Margarida Bias, que no começo de 99 resumiu a situação:
– O Fábio é o mais carismático de vocês três, o que se relaciona facilmente com todos. Marcos é o mais racional, o que entende bem dos processos. E você? Você... Você... O que é você, Edvo?!
– Glup! Bem... Eu... Eu... Eu sou disciplinado... É... Sou interessado por qualidade, organização...
– Que bonitinho! Defendendo-se! Dou valor...
Não havia objetivos, não me sentia valorizado. Naqueles primeiros meses, não me encontrei como profissional nos Correios.
Até que...
...O Gerente de Operações me indicou para ir em seu lugar a Fortaleza participar de uma reunião sobre... Aleitamento materno! Projeto Carteiro Amigo, sucesso no Ceará desde 1996: os carteiros divulgavam os benefícios do aleitamento materno nas casas que visitavam, contribuindo para a redução da mortalidade infantil.
Coordenei, junto com os amigos Carlos Gonçalves (Assessor de Comunicação) e Socorro Lobo (Assistente Social), o Projeto Carteiro Amigo em Alagoas. Foi a primeira tarefa de responsabilidade que me passaram.
Começaram, então, a chamar-me de “embaixador social”. Era responsável por ir às unidades operacionais falar de diversos assuntos da Gerência de Recursos Humanos. Com a amiga Marilane Miranda, Chefe de Relações de Trabalho na época, fui um dos responsáveis pelas festas e eventos da área de operações durante três anos.
Finalmente, tinha me encontrado nos Correios! Mas o melhor ainda estava por vir.
Wednesday, June 13, 2007
1998
Fiz concurso do IBGE para Auxiliar Técnico de Mapeamento Censitário. Eram seis vagas. Passei em primeiro.
Em 22 de junho, dia de meu aniversário, fiz concurso para a ECT, cargo de Técnico de Operações Postais. Eram três vagas. Passei em terceiro. Com dois meses de trabalho no IBGE, os Correios me chamaram para um curso de três meses em Recife.
Três meses de Hotel Onda Mar, em Boa Viagem, a cem metros da praia e trezentos metros do Shopping Center Recife.
Uma nova turma de vinte e um amigos surgiu.
Os mais próximos eram o Fred, de João Pessoa, e o Fábio, daqui de Maceió. Faltando um mês para encerrar o curso, nós três colamos os apelidos de cada um da turma na porta dos apartamentos, inclusive os nossos para não gerar desconfiança. Confessamos apenas no final, visitando os quartos e cantando músicas sobre amizade, de posse de uma cartolina com fotos do flagrante (que nós mesmos registramos) e com a frase “Fomos nós!”.
O tempo passa rapidamente. Recentemente, por e-mail, amigos de diversos estados combinaram onde comemoraremos os 10 anos de Correios.
Tuesday, June 12, 2007
1997
Ah, estudei, sim! Estudei matemática. Química, a Escola Técnica tinha ensinado até bem demais. Português, biologia e história eram velhas paixões, bastando uma prazerosa leitura. Física sempre foi o maior problema. Mesmo assim, decorei umas fórmulas de última hora e elas foram de grande valia para garantir algumas questões na prova.
Retorno ao quartel para estágio de um mês como aspirante.
Na paróquia, em novembro, um dos melhores encontros que já participei e trabalhei: o 5° Encontro da Amizade, com o tema O Dom Supremo, baseado em 1Cor 13,1-13.
* * *
Os grande amigos que chegaram nos Anos 90
Da Escola Técnica: Wlisses, Dorcivan e Simplício. Basta um telefonema para a gente reencontrar-se, mesmo que passemos meses sem falar um com o outro. Wlisses, Simplício e eu, inclusive, estávamos juntos também no quartel em 1996.
Na paróquia, em 1994, identifiquei-me logo com Fábio Maciel. Até faculdade de Direito fizemos juntos. Em 1995, conheci Aílton; apesar da admiração recíproca, só nos aproximamos mesmo como amigos em 2000. E hoje ele é o mais próximo dos amigos. A tríade é formada por Aílton, Fábio e eu. Conversamos de tudo.
Manúcia foi um caso à parte. Num dia de janeiro de 95, tentava disfarçar para o grupo que estava triste. Ria, conversava... Mas Manu percebeu que eu não estava bem e iniciou a primeira conversa de uma série. Ela começou a conversa e uma grande amizade. Lembranças antológicas, como a gente correndo na Amélia Rosa debaixo de chuva, nunca serão esquecidas.
Fabrícia (Fabri) chegou em 1998. Completa em breve seis anos de namoro com o Edmo. É a amiga que mais me puxa as orelhas. (Ok! Ok! Eu mereço!)
Tatiane e Noranege chegaram no finzinho de 1999. Devido ao namoro com Tati de outubro de 99 até meados de 2004, fomos inseparáveis durante quatro anos e meio.
Michelle (Mimi), Evany, Daniel, Antides, Janaína, Rosângela (Có), Wandirlene (Wall), Elaine (Baby), Aninha (namorada de 96 a 99), Rossana (Ró), Francisca (Fran), Maurício (Mau), Sâmia (Sam-Sam), Júnior (Dr. Eraldo), Fábio Rogério (Fábio Bolacha)... Éramos todos muito unidos! Ainda hoje é uma festa quando nos encontramos.
Apesar de tantos anos de convivência na paróquia, de 2005 para cá é que ficamos mais unidos: Marquinhos, Fabiano e Cláudio (Didô). E tem ainda a Poly e o Eric, que também chegaram nos Anos 90.
Muitos amigos chegaram a partir de 2000. Falarei deles mais adiante.
E todos estão no coração! “In my life, I’ve loved them all!”
Monday, June 11, 2007
1996
Foi o ano do NPOR – Núcleo Preparatório dos Oficiais da Reserva – e da dureza do serviço militar. Foi o ano do TLC (Treinamento de Liderança Cristã) e do EJC (Encontro de Jovens com Cristo).
Ontem mesmo, 45 jovens encerraram o XII Encontro de Jovens com Cristo da Jatiúca e “ingressaram na Família EJC”, como gostamos de dizer. Fui uma das 150 pessoas que trabalharam nesse último encontro. Já são 11 anos desde o primeiro EJC. E animação, o entusiasmo, a empolgação se renovam sempre.
De fato, tivemos todos, os 200 que estavam no Colégio Rosalvo Lobo, nosso encontro com Cristo e com os irmãos.
* * *
Vida de Caserna
Costumo dizer que no exército conheci o Frio e o Sono.
Incrível como todo dia de acampamento, fosse inverno ou verão, chovia! Encharcados, de madrugada, no meio do mato, tremíamos! E, mesmo assim, não adoecíamos!
O sono era de tal sorte que, com todo frio, a turma dormia na lama, na grama, no meio de um canavial.
Cheguei a cochilar marchando!
E a sede? Mas noites frias e chuvosas, lembrava-me muito do Edmo, que deveria estar em casa, na cama quentinha e confortável. Se ele tivesse sede, corria para a geladeira e tomaria água geladinha.
Aprendi com meu pai que a água do cantil pertence apenas ao dono do cantil. Não era questão de ser menos cristão: cada um recebia sua cota de água e deveria tomá-la com moderação até o próximo abastecimento.
Que raiva do meu coração mole! Economizava como podia minha água e depois chegava um colega que era o dobro de meu tamanho suplicando-me um gole.
Outra vez, num acampamento, não bebi uma só gota a manhã inteira; estava me provando, superando-me. O cantil cheinho, cheinho. Na hora do almoço, na fila, comecei a atrapalhar-me com o copo, prato, talheres e o cantil repleto d’água. Um aspirante, vendo-me todo atrapalhado, tomou meu cantil e o esvaziou todinho no chão, na minha frente! Ahhh, raiva, ira, cólera!!!
* * *
Éramos quarenta alunos no NPOR. Meu nome de guerra era Rocha. Meu número era 15. Meu bordão era “Que coisa!”. Fui o destaque-disciplina, terminei em quarto lugar e tive o melhor conceito na avaliação dos tenentes, sargentos, cabos e soldados do Núcleo.
Apesar da garra e da fibra que demonstrava na caserna (“O Rocha é uma rocha!”, diziam), em agosto de 96, conversando com o Pereira, que estava de plantão comigo, dizíamos que se houvesse a opção de sair do quartel com as mãos abanando naquele momento, a gente voltaria para casa.
A superação era minha; o orgulho, de meu pai: 22 de agosto, após a cerimônia de formatura do Dia do Soldado, ele se despediu de mim sem conseguir esconder as lágrimas.
Sunday, June 10, 2007
1995
Química na Escola Técnica. Engenharia Química na Universidade.
Um dos grandes eventos do ano: fui apresentado ao computador! Aproximei-me, no laboratório de informática da universidade, e toquei, no maior suspense, o mouse. O cursor em forma de seta se deslocou na tela! Somente isso, mas eu sabia que era apenas o primeiro momento, um instante histórico, e que teria uma vida simbiótica com aquela máquina.
O grupo jovem, naturalmente, trouxe muita alegria e algumas decepções. Era muito bom estar fazendo parte de algo muito maior do que você e imaginar-se contribuindo para a construção de um mundo melhor.
Realizamos dois encontros: “Vinde, Vede e Anunciai” e o “3° Encontro da Amizade”. Crismei-me. Gente inesquecível veio juntar-se ao grupo: Aílton, Michelle, Manúcia.
* * *
O primeiro 0,00 (ZERO!) ninguém esquece
Olhava a prova de Física e ficava completamente atônito e perdido, tentando entender o que significavam todos aqueles enunciados e questões.
Estava sentado perto da janela.
Olhava para o pessoal da sala e todos estavam envolvidos, caprichando em suas respostas. Alguns poucos entregaram a prova assim que a viram.
Olhava para fora e a janela me mostrava o verde das árvores e o azul do céu tão bonitos, dizendo que a felicidade existia, que a felicidade era possível...
Olhava para a prova! Meu nome – Edvo Acioli da Rocha – estampava uma avaliação cuja nota já sabia que seria 0,00!
Sério como deu um desgosto!
Voltei a olhar para fora.
Levantei-me ainda hesitante.
Entreguei a prova em branco.
Parti para liberdade!
Decidi deixar o curso de Engenharia Química naquele dia.
Faculdade novamente, somente em 97: Direito!
* * *
Em dezembro, o melhor presente de natal! Era o final de 1995, quando começaram a aparecer os primeiros frutos do Projeto Anthology.
Fanático desde os 12 anos, procurava pelos Beatles de maneira obsessiva: um disco, uma música, uma entrevista, uma reportagem ou um recorte que fosse que falasse deles.
De repente... FREE AS A BIRD! Ouço a bateria anunciando uma grande música! E não qualquer música, mas uma música inédita dos Beatles!
No Fantástico, a busca pelas referências escondidas no clipe! Parecia que repórteres e apresentadores eram tão fãs quanto nós, os telespectadores! E vai ver sempre foram mesmo.
Um radialista – lembro-me bem – anunciou: "Nunca pensei que voltaria a dizer isto: ‘Agora, com vocês, mais uma música inédita dos BEATLES!!!’ "
Êxtase – eis a palavra para descrever a avalanche de imagens, reportagens, vídeos, músicas que começaram a chegar – repito – de repente! Iam passar em canal aberto, para todo mundo, mais de 5 horas da história deles contada por eles! No Brasil, foi a Globo que passou o documentário. Após uma minissérie, tarde da noite, começava o Antologia!
Para quem garimpava 15 segundos de um clipezinho que fosse, foi uma overdose!
Gravei em fitas VHS que tenho até hoje, depois, comprei as 8 fitas do Anthology (1999); em 2004, adquiri a coleção dos DVDs.
E a emoção de ver, rever e cantar as músicas dos quatro fabulosos se renova sempre!
* * *
Sou louco por um grande evento, para destoar um pouco da rotina. Recentemente, uma árvore imensa desabou nos apartamentos ao lado por causa das chuvas torrenciais. Ninguém se feriu, mas saiu até no Jornal Hoje.
Chamei toda família para tirar fotos!
No finzinho de 95, no estágio, uma estufa explodiu. Lanchava na cantina, ouvi o forte estrondo e senti milhares de caquinhos caindo por cima de mim, além do cheiro forte de remédio queimado. Depois, poeira e gritos. Tudo ficou bem, voltei cedo para casa e tive minha cota de emoções fortes do mês.
A correria de 95 testemunhou ainda um baita cochilo. No ônibus, as cadeiras da frente eram um pouco mais altas. Com o sono insano, acordei enganchado embaixo delas.
ENQUETE
Passamos há pouco da metade da contagem regressiva e já sinto saudades desta vida insana de blogueiro insano.
Como diria a Cris, sou muito nostálgico. (Olha eu citando você novamente, Cris).
Assim, peço aos caríssimos, queridos e amigos leitores (ou leitores-amigos) que votem no que devo fazer ao encerrar esta etapa.
ENQUETE:
“Edvo, após encerrada a contagem regressiva, você deveria...:
Opção a) ...escrever sobre suas impressões sobre as viagens (fale sobre um lugar diariamente)”;
Opção b) ...continuar escrevendo suas lembranças, pois deve ter ainda muita coisa guardada no baú”;
Opção c) ...transcrever, sem alterações, as memórias de agosto de 1993, já que elas representam fielmente o pensamento de um nerd de visual nerd-cabelo-bigode (para fins de estudos antropológicos)”;
Como diria a Cris, sou muito nostálgico. (Olha eu citando você novamente, Cris).
Assim, peço aos caríssimos, queridos e amigos leitores (ou leitores-amigos) que votem no que devo fazer ao encerrar esta etapa.
ENQUETE:
“Edvo, após encerrada a contagem regressiva, você deveria...:
Opção a) ...escrever sobre suas impressões sobre as viagens (fale sobre um lugar diariamente)”;
Opção b) ...continuar escrevendo suas lembranças, pois deve ter ainda muita coisa guardada no baú”;
Opção c) ...transcrever, sem alterações, as memórias de agosto de 1993, já que elas representam fielmente o pensamento de um nerd de visual nerd-cabelo-bigode (para fins de estudos antropológicos)”;
Opção d) ...procurar um lavado de roupa! Não tem mais nada o que fazer? Tão velho, com 30 anos, e não sai da frente do computador! Vai viver, menino!!!”
1994
O grande evento do ano foi a participação no 2° Encontro da Amizade. Fazia parte, agora, de um grupo jovem.Católico desde pequeno, sempre participei das missas com meus pais. E gostava mesmo das aulas de religião no colégio – não vou mentir!
Um dos rituais em Recife era a missa com meus pais na Igreja de Dom Bosco, anexa ao Colégio Salesiano. Após a missa, mamãe e papai levavam Edmo e eu para a sorveteria mais próxima.
Em 1994, no mês de julho anunciaram uma Oficina de Oração e Vida. Percebi que era a oportunidade de conhecer outros jovens e de engajar-me na paróquia.
Dito e feito! Conheci Fernando, Fabrício e Fábio Maciel e entrei para o Grupo Divino Espírito Santo. Emocionado, até chorei no final do 2° Encontro da Amizade.
O choro rendeu uns três anos de gozação!
Dois meses depois de feito o Encontro, era eleito vice-coordenador do Grupo Divino Espírito Santo.
* * *
Seleção para monitoria de Português. Professora Tânia Lamenha apareceu na sala, no meio da prova de avaliação, viu-me na frente e disse para todos: “Ah, o Edvo está aqui? Pois ele já passou”! A sala cheia de concorrentes me olhando de esguelha e eu vermelho de vergonha.
Passei mesmo. E em primeiro. E foi uma das últimas vezes que vi a professora Tânia Lamenha: numa fatalidade, após uma endoscopia, ela veio a falecer.
* * *
Até julho de 1994, papai dizia que tinha pena de minha geração que nunca tinha vibrado com o Brasil ganhando um campeonato mundial. Pois vibrei como nunca na Copa de 94, desta vez como um torcerdor fanático e apaixonado pela Seleção e... O Brasil foi tetra!
Para mim, foi a maior alegria do ano no esporte. Serviu para compensar um pouco a perda irreparável de Airton Senna, em 1° de maio. A comoção que a morte de Senna trouxe foi como poucas que vi na vida. Na Escola Técnica, por exemplo, a tristeza pairava no ar e muita gente chorava mesmo.
Friday, June 08, 2007
1993
( Parênteses )a) Lendo o ano de 1992, Jarlene Regina Batista – gerente de agência dos Correios e ex-aluna do Curso de Química – me perguntou pela Professora Josinete!
Obrigado pela lembrança, JRB! Josinete foi minha professora de Metodologia na ETFAL, foi responsável pelo primeiro 4,5* que tirei na minha vida (!!!) e ensinou-me a ser rigoroso com relação a padrões. Até hoje escrevo as horas com "h" minúsculo por causa dela. Agora são 16h.
*Foi a primeira nota baixa de minha vida! Pensem no choque. Infelizmente, não foi a última: tirei até ZERO depois, mas já na faculdade... Assunto para 1995.
b) Thaynara confirmou minhas impressões sobre os professores. Dácio conseguiu fazer com que ela amasse Física (igualzinho a mim); o professor que veio depois fez Thay odiá-la (não tive esse azar). Thay lembrou também o quanto a Professora Selma é especial: uma mulher calma, serena e muito competente.
c) Francilane Caetano (também gerente de agência dos Correios!) pediu que eu colocasse uma foto do tempo do visual nerd-cabelo-comprido-bigode. Não quero espantar gratuitamente nem você nem meus amigos, Franci!
* * *
Foi um grande ano. Papai e eu corríamos 21 Km, feito que nunca mais repetimos. Apesar dos treinos quase diários em atletismo, não garanti uma medalhinha de ouro sequer nas “Olimquímicas” para minha turma! Foi praticamente a maior frustração do ano, apenas superada pelo “amor não-correspondido” de uma garota. (De novo a história de sempre!)
Também houve uma competição de atletismo das escolas públicas do estado. Prova de 1.500 metros. O público fez a festa quando me viu ultrapassar uns cinco corredores já no finalzinho para chegar em segundo lugar. Superação!
Mas era tudo o que eu conseguia no esporte: medalhas de prata.
* * *
Em setembro, completei o período de um ano tirando nota 10,0 em Matemática. E um boletim bimestral veio com 5 notas 10,0 de 6 notas possíveis (a sexta nota era um 6,5 em Química Prática).
Coisa de nerd mesmo: tira nota máxima nas teorias e 6,5 na prática!
* * *
Durante a olimpíada do curso de Química, lá estava eu: suado, de camisa, short, cabelo comprido e bigode – uma visão medonha!
Mas foi exatamente assim que uma garota do primeiro ano de Química me convidou – pasmem! – para dançar quadrilha! Aêêêê!!! Aleluia! Toquem agora o Aleluia de Handel! Aleluia! Aleluia!! Aleluia!!!
Será que o namoro sai desta vez? Sonha, Edvo!
* * *
Foi o ano que passei um mês registrando tudo que me acontecia em borrões. Já aconteceu de reler as memórias e achar que já escrevi melhor.
Vou colocar, sem tirar uma vírgula sequer (apesar da tentação), um texto que escrevi na época, aos 16 anos. A única alteração é o nome da paquera, que substituo por uma fictícia... Mariedja!
“17 de outubro de 1993
Um Novo Começo
No dia 14/08 eu comprava este caderno – portador das minhas primeiras memórias. Note que desde 06/08 eu as escrevo. A explicação é bem simples: os dias vinham sendo anotados em um borrão, geralmente a tarefa feita à hora de dormir, na cama. E demorou a passar a limpo os manuscritos. Terminei hoje, achando que o meu 01/09 não deveria marcar presença cá.
Em 01/09 acabava o gasto borrão. Onde escrever? O presente caderno, à época, deveria conter apenas as primeiras luas de agosto. Resultado: setembro e primeira quinzena de outubro de 1993 permanecerão incógnitos.
Que não se ache que foram dias de grande enfado, não estimulantes para a arte de escrever. Não! Entediante estava falar de “Mariedja”, reescrevê-la mais de um mês depois, quando pretendo colocá-la definitivamente em segundo plano. Acudiu-me até a idéia de não dar continuidade às memórias. Olhava para o vetusto borrão, lia-o e, enfarado, não encontrando beleza nos escritos, errando à toa, pensava em livrar-me do caderno das lidas.
Encontrava-me fora da razão. A importância deste é indiscutível. Como lembraria do gasto com chocolates que tive no início de agosto? E o Edvo do final deste mês falou-me que escreveu o sonho da “Mariedja” para uma boa recordação futuresca. Estava certo. Deveras não lembrava o episódio.
Volto a escrever e com uma diferença: não haverá um intermediário a partir de hoje entre meu cérebro e o caderno valioso que aqui está.
Agora forçarei a mente para que setembro e primeira quinzena de outubro não sejam de todo ignotos.
Edvo Acioli”
Foi a última vez que escrevi no caderno.
Thursday, June 07, 2007
1992
Começavam os quatros anos do curso de Química.
Muitos professores dessa época marcaram-me profundamente e são recorrentes em minhas lembranças: Alice, Célia e Tânia (Português, Literatura e Redação), Dácio Camerino (Física), Bernadete e Natalício (Matemática), Roberto Nobre (Química Orgânica) e Selma (Fisicoquímica).
* * *
Um nerd!
Foram quatro anos de Escola Técnica. Quatro anos sendo considerado nerd ou CDF. E o visual nerd e CDF ajudava: cabelo comprido e bigode. Argh!
Detalhe (ainda vou arrepender-me de colocar isto aqui!): passei todos os quatro anos da Escola Técnica sem namorar. Aliás, passei toda a infância e adolescência sem namorar! Os amigos acusavam o cabelo comprido e o bigode, recomendando que eu raspasse ambos.
Mas quando chegava em casa com meu visual nerd-cabelo-bigode, mamãe dizia “Tá lindo, meu filho! Uma beleza”! E eu inventava de acreditar em mamãe...
Uma das pérolas do ano: um colega da sala disse que ia passar a estudar, que ia “meter a cara” nos livros, que ia começar a levar as lições mais a sério. A garota que eu paquerava foi taxativa: “Vai ficar doido que nem o Edvo”!
Um dia quase me dei bem! Professora Alice recomendou o filme Perfume de Mulher e eu convidei uma amiga para assisti-lo no cinema. (De novo: ainda vou arrepender-me de colocar isto aqui!) Chegando à sala escura, ela se atracou com a mochila e assim permaneceu das cenas iniciais até os créditos!
* * *
Uma turma inesquecível
A turma tinha muita gente inteligente. Altina sempre foi culta e contestadora desde os primeiros dias; ainda naquele primeiro ano, tornou-se monitora de Química. Simplício e Wlisses confrontavam-se em Matemática, em Física e até no xadrez. Emanuel Messias também era imbatível nas exatas. As gêmeas Ângela e Elaine faziam bonito em Português e Literatura, em Biologia e Sociais. Bartolomeu era muito bom em Química. Dorcivan era um dos xodós da temida Professora Alice. Ivoneide se dava bem em tudo que era disciplina.
Uma vez, Wlisses falou que daria a cara à tapa se alguém resolvesse uma questão de Física. Metade da sala correu para tentar resolver a bendita questão.
E sabe de uma coisa? Eram todos uns nerds e apenas eu levava a fama, só por causa de meu visual nerd-cabelo-bigode!
* * *
A turma sempre procurava fugir do lugar-comum. Nos trabalhos de final de ano da Professora Alice, todas as equipes montaram cenários, cantaram músicas, encenaram peças... Simplício até tocou saxofone. A equipe que eu participava falou de Literatura Informativa: fizemos um telejornal e encenamos uma entrevista fictícia com Padre José de Anchieta.
O Padre José de Anchieta era eu. Começou minha paixão pelo teatro.
Wednesday, June 06, 2007
1991
Geralmente, apresento-me como carioca de nascimento, mas alagoano de coração. Digo que só fiz nascer no Rio e logo vim para o Nordeste, onde passei quase todos os meus 30 anos.
Papai é militar. Enquanto estava na ativa, mudamos do Rio para Crateús, interior do Ceará (1980); depois, veio Recife (meados de 1983). Por fim, Maceió (final de 1990).
Sou filho de pai viçosence e de mãe maceioense. Sangue alagoano corre em minhas veias!
* * *
Maceió: a cidade que era sinônimo de férias passou a ser nosso lar.
Sou apaixonado por viajar pelo Brasil e mundo afora e voltar ao aconchego das terras alagoanas!
* * *
E o que é, afinal, Maceió?
Maceió é este conjunto incomparável de praias e vida urbana!
Nelas, turistas e nativos caminham dia e noite, desestressando, contemplando um azul-piscina exclusivo, só nosso.
O clima é agradabilíssimo, com 28º na média. O sol é quase onipresente.
Maceió tem piscina natural na Pajuçara, tem bairro histórico do Jaraguá, onde a cidade nasceu e cresceu, tem bares na orla sempre cheios e movimentados.
O passeio das Nove Ilhas, de catamarã, visita cada uma delas na Lagoa Mundaú, rendendo momentos inesquecíveis. E se almoça na embarcação, no meio da Lagoa!
Maceió tem o povo caloroso, “arretado” – como minha amiga Raynara Madlum, de outra linda cidade nordestina (Natal), gosta de dizer. Certa vez, uma belga me disse que tanto calor humano era fruto de nossa ascendência indígena.
* * *
Ahhh... Lagoas!... Alagoas!!!
Quer lagoas?
Quer praias?
Quer rios?
Quer cânion?
Quer história?
Quer cultura?
Quer folclore?
Você quer Alagoas!
Tem o litoral sul: os coqueirais sem fim da Praia do Gunga (Coruripe), a badalada Barra de São Miguel (um dos "points" no carnaval), a famosa Praia do Francês (em Marechal Deodoro, onde nasceu o Proclamador da República).
Por Sergipe, se vier por Neopólis, atravessa-se de balsa o Velho Chico, chegando à histórica e belíssima Penedo: casario, igrejas, palácios antigos e... o próprio Rio São Francisco!
De catamarã, em Penedo, segue-se até Piaçabuçu e se conhece a sua foz. Nessas águas, Cacá Diegues gravou "Deus é Brasileiro". Não é pra menos...
Subindo o rio, encontram-se pérolas como Traipu, Piranhas e Pão de Açúcar e um dos maiores cânions do mundo.
Tem o litoral norte: Praia de Guaxuma, Praia da Sereia e Praia de Ipioca (as três em Maceió; em Ipioca, nasceu o segundo presidente do Brasil). Paripueira é outro "point" no Carnaval alagoano. A Barra de Santo Antônio aparece com três praias imperdíveis: Tabuba, Ilha da Croa e Carro Quebrado.
A histórica Porto Calvo e as paradisíacas Porto de Pedra, São Miguel dos Milagres, Japaratinga e Maragogi dão provas de que estamos mesmo no paraíso. Quem se lembra das paisagens encantadoras de "A Indomada” – novela das 8 da Globo? Eram Maragogi!
Natural, portanto, que ao deixar o Exército, papai pegasse toda a família e voltasse para as oníricas terras das Alagoas.
* * *
Há quem não goste... Humpf!
A mana, por exemplo, diz que Maceió é o fim do mundo. Coisa de recifense despeitada! E olha que gosto bastante de Recife e Olinda...
* * *
Em 91, terminei o Ensino Fundamental no extinto Crispiniano Portal. Uma novidade que não havia no Colégio e Curso Bandeira, de orientação militar (minha escola até 1990): passou no 3° trimestre, dispensa-se das provas do 4° trimestre.
A partir de outubro, tudo era festa.
Alguns amigos da época cujo paradeiro me é ignorado, mas que não me esqueço: Adeílton, Rúsia Fabiana, Sheyla e Iranilda.
Tuesday, June 05, 2007
1990
Abre parênteses:
(Se os amigos-leitores ou leitores-amigos ainda não me taxaram de doido desde o primeiro ano, eis uma oportunidade única!)
Tal como as sílabas na cartolina para ensinar a ler, as músicas das capitais, coletivos, moedas e classe gramaticais, em 1990 conhecemos mais uma da criatividade didática de papai: uma cartolina colada na parede do quarto trazia seis elementos da tabela periódica por semana!
Assim, na segunda-feira, a lição era “Hidrogênio, hélio, lítio, berílio, boro, carbono”. Na semana seguinte, já decorados os seis primeiros elementos, papai trazia os seguintes: “Nitrogênio, oxigênio, flúor, neônio, sódio, magnésio”.
O resultado não poderia ser outro que não uma paixão por Química. Em 1991, na oitava série, não tive maiores dificuldades com a disciplina. Tinha até gosto. E flagrei o professor perguntando “Quem foi Mendelévio para ousar batizar um dos elementos artificiais?”. Bem, Mendelévio “apenas” imaginou e formatou a tabela periódica.
Saber a tabela periódica de cor rendeu valiosos pontos nas provas da Escola Técnica e mesmo nos dois vestibulares. Mas rendeu também pérolas do tipo “Somente um doido para saber a tabela periódica decorada”.
Ok! Eis aqui um doido! Cantem comigo: “Hidrogênio, Hélio, Lítio, Berílio, Boro, Carbono...”
* * *
Copa da Itália. Ainda não era o torcedor fanático de 1994. Na derrota para Argentina, havia um pouco de tristeza, mas... Vartan, Érica, Edmo e eu fomos para a piscina do Círculo Militar.
* * *
In My Life é a cara dos 30 Anos!
A nostalgia é tão forte quando escuto In My Life, que chego a sentir até saudade do futuro!
Às vezes me vem à lembrança o clipe que inaugura o Anthology, documentário dos Beatles de 1995: a banda na primeira e na segunda fase, os amigos que se foram, os shows, as emoções compartilhadas em conjunto, as polêmicas... Não bastassem a inspiração e a sensibilidade de John Lennon quando fez a música há quarenta anos, em 95 surgiu uma nova obra-prima – o clipe. É arte que fala de arte e arte relacionada à arte, numa metalinguagem sublime, digna de John, digna do nome THE BEATLES!
* * *
O Clipe:
http://www.youtube.com/watch?v=FNM4hgjxLSU
* * *
A Música:
In My Life
Lennon e McCartney
There are places I'll remember all my life,
* * *
O Clipe:
http://www.youtube.com/watch?v=FNM4hgjxLSU
* * *
A Música:
In My Life
Lennon e McCartney
There are places I'll remember all my life,
Though some have changed
Some forever, not for better
Some have gone and some remain.
All these places have their moments
Of lovers and friends I still can recall
Some are dead and some are living
In my life, I've loved them all.
And with all these friends and lovers
There is no one compares with you
And these mem'ries lose their meaning
When I think of love as something new
And I know I'll never lose affection
For people and things that went before
I know I'll often stop and think about them
In my life I loved you more
* * *
Uma Tradução:
Há lugares dos quais me lembrarei por toda minha vida,
Embora alguns tenham mudado
Alguns para sempre, não para melhor
Alguns se foram, outros permaneceram
Todos estes lugares tiveram seus momentos
Com amores e amigos dos quais ainda me lembro
Alguns se foram, alguns seguem vivendo
Em minha vida, amei a todos eles
Mas de todos estes amigos e amores
Não há ninguém comparável a você
E estas memórias perdem o sentido
Quando penso no amor como algo novo
Embora saiba que nunca perderei o afeto
Pelas pessoas e coisas que vieram antes,
Pois sei que, freqüentemente, vou parar e pensar nelas
Em minha vida, amo mais a você
Monday, June 04, 2007
1989
a) Quando fiz doze anos, todo bobo, desci com um livro e fiquei mais de uma semana sem brincar com Edmo, Érica e Vartan, pois “tinha virado adolescente”. Não agüentei ver os meninos divertindo-se e logo voltei a ser criança novamente!
b) Depois que nos mudamos para Maceió, no final de 1990, retornamos duas vezes para visitar os Fortuna França. Em 1991, não sei por qual motivo, fomos tirar a identidade em Recife (Edmo e eu). Aí, o quarteto já estava recomposto: eram agora Vartan e Érica e as irmãs Aishá e Natasha. Foram uns dez dias de muita diversão.
c) Em 1994, Edmo, paizão e eu fizemos uma visita surpresa. Acho que era outubro. Vartan e Érica já moravam no apartamento que tínhamos ocupado antes, o nº 02, e aparecemos do nada na área de serviço.
Engraçado como tudo se encaixa, pois hoje é dia de falar dos Beatles. Em 1994, no segundo retorno a Recife, tive a oportunidade de adquirir o Rubber Soul – álbum da transição da banda que possui a sublime In My Life, minha música preferida do Fab Four.
In My Life canta, justamente, a Nostalgia.
E a primeira audição de minha vida do antológico Rubber Soul foi na casa do Vartan.
(Que memória, Vartan! Valeu, meu amigo!!!)
* * *
6ª Série: ano de estudar o Reino Animal na disciplina de Ciências. Gostei tanto que até hoje sei citar filos, classes... Decorei todas as ordens no trabalho sobre Insetos, mas a decoreba não ajudou a tirar a melhor nota. Cléber, com bem mais criatividade, inclusive levando um caracol gosmento, arrebatou a nota 10,0 no seu trabalho sobre Moluscos!
* * *
Em 1989 descobri os Beatles! E fiquei fanático!
Papai possuía alguns discos deles. Já tinha me mostrado antes. Mas senti um insight naquela noite de 1989 quando escutei Love Me Do (a primeira deles!) soando numa janela vizinha. E fui arrebatado!
De repente, fiquei fã! E nunca mais parei!
Discos, fitas (era 1989!), CDs, VHS, livros, pôsteres, DVDs, camisas... Identificava o nome Beatles a uma dezena de metros. Comprador compulsivo, em 1995 já era dono da coleção completa dos álbuns oficiais.
Como inteirar-me sobre uma banda que tinha terminado vinte anos antes? Ansiava por conhecer a história do grupo e de suas canções. No final dos anos 80, tudo que tinha se resumia a uma compilação de matérias de revistas especializadas em música, adquirida num alfarrábio de Recife.
Quando viajava e encontrava material dos Fab Four (Quatro Fabulosos), zerava meu bolso sem dó. Assim aconteceu certa vez em Aracaju; três CDs de uma só vez. E entrava em êxtase ao ouvir o material “inédito” pela primeira vez.
Há uma frase que diz que “fã dos Beatles sofre”. Justamente por causa da dificuldade, era emocionante encontrar material novo. Ouvi falar muito de Sgt. Pepper’s muito antes da primeira audição, pois foi “o disco que revolucionou a história da música”. Era 1994, estava em Paulista, e ouvi o vinil original de meu tio e padrinho. “Estou ouvindo Sgt. Pepper’s pela primeira vez!...” Êxtase!
Geralmente, o público em geral só conhece a primeira fase dos Beatles, quando eram “Os Reis do Iê-Iê-Iê”. As canções mais elaboradas, da transição e da fase final, são ignoradas solenemente. Trabalhos belíssimos como Something, In My Life, Helter Skelter (metal antes dos metaleiros – os Beatles foram sempre inovadores!), Norwegian Wood, I’m Only Sleeping, Sgt. Pepper’s, Getting Better, When I’m Sixty Four, Baby You’re a Rich Man, The Long and Winding Road, Sexy Sadie, dentre tantas outras lindas canções, permanecem desconhecidas.
Sunday, June 03, 2007
1988
O ano começou com uma grande paixão.
Ela esteve em Recife no finalzinho de 1987 e comecinho de 1988. Sua passagem foi rápida, mas definitiva. Com pouco tempo, ela estava de volta à sua terra, Fortaleza. Sua prima segredou-me que talvez ela fosse recíproco, talvez ela estivesse interessada em mim. Era tarde: centenas de quilômetros já nos separavam.
Ainda assim, digitei 085, código do Ceará, o primeiro interurbano de minha vida, e declarei-me por telefone, à distância.
Foi a primeira de várias oportunidades perdidas nesses trinta anos.
* * *
Foi um dos anos mais marcantes! A auto-estima estava lá em cima, no auge! Tudo parecia dar certo em 88!
Tive infância e começo de adolescência repletos de brincadeiras, jogos e diversão. A impressão que tenho é que já não se brinca como antes.
A partir de 1988, éramos um quarteto inseparável: Vartan, Érica, Dimim e eu. Brincávamos de tudo e aprontávamos muito!
Na verdade, o casal de irmãos chegou à casa de n° 4 na Vila Militar em 1987, mas apenas no ano seguinte nos aproximamos. E não desgrudamos mais.
Correção: houve separações, sim. Havia discussões que nos faziam ficar dias sem se falar, cada dupla de irmãos do seu lado. Aí, vinham as pazes e os laços de amizade renovados.
Brincadeiras viravam febre: polícia-e-ladrão, esconde-esconde, show de calouros, futebol, vôlei, 7 pecados, barra-bandeira e o que mais nossa fértil imaginação inventasse. Quando Edmo e eu ganhamos um gravador, passamos um bom tempo produzindo novelinhas de rádio, com direito a roteiro e sonoplastia!
Ainda assim, digitei 085, código do Ceará, o primeiro interurbano de minha vida, e declarei-me por telefone, à distância.
Foi a primeira de várias oportunidades perdidas nesses trinta anos.
* * *
Foi um dos anos mais marcantes! A auto-estima estava lá em cima, no auge! Tudo parecia dar certo em 88!
Tive infância e começo de adolescência repletos de brincadeiras, jogos e diversão. A impressão que tenho é que já não se brinca como antes.
A partir de 1988, éramos um quarteto inseparável: Vartan, Érica, Dimim e eu. Brincávamos de tudo e aprontávamos muito!
Na verdade, o casal de irmãos chegou à casa de n° 4 na Vila Militar em 1987, mas apenas no ano seguinte nos aproximamos. E não desgrudamos mais.
Correção: houve separações, sim. Havia discussões que nos faziam ficar dias sem se falar, cada dupla de irmãos do seu lado. Aí, vinham as pazes e os laços de amizade renovados.
Brincadeiras viravam febre: polícia-e-ladrão, esconde-esconde, show de calouros, futebol, vôlei, 7 pecados, barra-bandeira e o que mais nossa fértil imaginação inventasse. Quando Edmo e eu ganhamos um gravador, passamos um bom tempo produzindo novelinhas de rádio, com direito a roteiro e sonoplastia!
Interessante como tudo foi muito intenso: pouco menos de três anos de convivência juntos, de 1988 a 1990, e parece que vivemos muito mais do que um simples triênio. Em 1999, revi Vartan e Érica em Fortaleza, por ocasião de minha primeira viagem a trabalho. Foi a última vez.
Reencontramo-nos virtualmente no Orkut. Laços que não se desfazem, lembranças que levamos para sempre.
Saturday, June 02, 2007
1987
Sim, é claro que faltava alguém! Faltava Edja Marian Acioli da Rocha.
Éramos quatro. Passaram-se dez anos e, de repente, apareceu Edja Marian Acioli da Rocha.
Na madrugada do dia 28 de março, mamãe foi levada por papai ao Hospital Português. Nasceu a pernambucana arretada da família às 5h da manhã: Edja Marian Acioli da Rocha.
Chorava e ficava com a cara vermelha, vermelha... Já era abusada e chata desde criancinha!
Geniosa, ela detesta o nome Edja, preferindo ser chamada de Marian – capricho de papai, Maria em italiano.
Com menos de um ano, protagonizou uma cena inesquecível. Ainda sem saber falar, passeando nos braços de papai, com Edmo e comigo, fez ruídos e apontou para o pipoqueiro na praça. Fazia “Hum! Humm!! Hummm!!!”
Papai explicou que não ia comprar a pipoca porque isso, porque aquilo, e todas as explicações que um pai tem para não comprar porcarias na rua para seus filhos.
Marian, então, deu um beijo no rosto de papai e voltou a fazer “Hum! Humm!! Hummm!!!”, apontando para a pipoca.
Papai se rendeu. E nunca mais foi o mesmo! A gente devia ter adivinhado: Marian manda e desmanda até hoje!
Já tem 20 anos a garota! É a menina geniosa e temperamental que todos nós amamos! Minha irmã: Edja Marian Acioli da Rocha!
1986
Foi a primeira de uma série de viagens a Brasília. Trabalhando nos Correios desde final de 1998, já conto mais de dez viagens ao Planalto Central. É uma cidade única, com seu charme peculiar, com seus espaços abertos, sem fiação elétrica, com grandes autopistas onde os carros gostam de cantar os pneus, toda complicada e perfeitinha. Linda!
* * *
Uma das provas da dominância da mãe na vida da gente ocorreu em 86. Era apaixonado por uma menina da terceira série. Quando a apresentei para mamãe, de longe, apenas apontando, ela colocou tantos defeitos que me desapaixonei na hora.
Ainda bem que não voltou a ocorrer nos anos seguintes. Fiquei menos suscetível.
* * *
Desde 83, era louco por gibis. Papai dava dinheiro para eu comprar um gibi por semana. No final dos Anos 80, tinha mais de 1.000 gibis!
Estorinhas antológicas me fizeram viajar o mundo. Com Tio Patinhas e os sobrinhos, conheci os Andes e Machu Pichu, a Ilha de Páscoa e os Moais (colossais estátuas de pedra), a Torre de Pisa, os mitológicos Eldorado e Atlântida. O Rio de Janeiro era revisitado com Zé Carioca. Paris, Roma, Sevilha, Cidade do México, Atenas... Todos esses lugares fascinantes vinham acompanhados de aventuras. As Olimpíadas de Seul, em 88, tiveram um almanaque especial, cujas páginas contavam o drama das duas Coréias separadas. Aprendi e me diverti muito com os gibis.
O melhor deles era o Disney Especial – o almanaque dos almanaques, que trabalhava um único tema nas suas 228 páginas! E a melhor edição do Disney Especial foi a n° 100: História e Glória da Dinastia Pato.
1986 foi também o ano que descobri Monteiro Lobato. Devorei com gosto toda sua coleção infantil, de “Reinações de Narizinho” aos “Doze Trabalhos de Hércules”.
