1986
Foi a primeira de uma série de viagens a Brasília. Trabalhando nos Correios desde final de 1998, já conto mais de dez viagens ao Planalto Central. É uma cidade única, com seu charme peculiar, com seus espaços abertos, sem fiação elétrica, com grandes autopistas onde os carros gostam de cantar os pneus, toda complicada e perfeitinha. Linda!
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Uma das provas da dominância da mãe na vida da gente ocorreu em 86. Era apaixonado por uma menina da terceira série. Quando a apresentei para mamãe, de longe, apenas apontando, ela colocou tantos defeitos que me desapaixonei na hora.
Ainda bem que não voltou a ocorrer nos anos seguintes. Fiquei menos suscetível.
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Desde 83, era louco por gibis. Papai dava dinheiro para eu comprar um gibi por semana. No final dos Anos 80, tinha mais de 1.000 gibis!
Estorinhas antológicas me fizeram viajar o mundo. Com Tio Patinhas e os sobrinhos, conheci os Andes e Machu Pichu, a Ilha de Páscoa e os Moais (colossais estátuas de pedra), a Torre de Pisa, os mitológicos Eldorado e Atlântida. O Rio de Janeiro era revisitado com Zé Carioca. Paris, Roma, Sevilha, Cidade do México, Atenas... Todos esses lugares fascinantes vinham acompanhados de aventuras. As Olimpíadas de Seul, em 88, tiveram um almanaque especial, cujas páginas contavam o drama das duas Coréias separadas. Aprendi e me diverti muito com os gibis.
O melhor deles era o Disney Especial – o almanaque dos almanaques, que trabalhava um único tema nas suas 228 páginas! E a melhor edição do Disney Especial foi a n° 100: História e Glória da Dinastia Pato.
1986 foi também o ano que descobri Monteiro Lobato. Devorei com gosto toda sua coleção infantil, de “Reinações de Narizinho” aos “Doze Trabalhos de Hércules”.

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