1994
O grande evento do ano foi a participação no 2° Encontro da Amizade. Fazia parte, agora, de um grupo jovem.Católico desde pequeno, sempre participei das missas com meus pais. E gostava mesmo das aulas de religião no colégio – não vou mentir!
Um dos rituais em Recife era a missa com meus pais na Igreja de Dom Bosco, anexa ao Colégio Salesiano. Após a missa, mamãe e papai levavam Edmo e eu para a sorveteria mais próxima.
Em 1994, no mês de julho anunciaram uma Oficina de Oração e Vida. Percebi que era a oportunidade de conhecer outros jovens e de engajar-me na paróquia.
Dito e feito! Conheci Fernando, Fabrício e Fábio Maciel e entrei para o Grupo Divino Espírito Santo. Emocionado, até chorei no final do 2° Encontro da Amizade.
O choro rendeu uns três anos de gozação!
Dois meses depois de feito o Encontro, era eleito vice-coordenador do Grupo Divino Espírito Santo.
* * *
Seleção para monitoria de Português. Professora Tânia Lamenha apareceu na sala, no meio da prova de avaliação, viu-me na frente e disse para todos: “Ah, o Edvo está aqui? Pois ele já passou”! A sala cheia de concorrentes me olhando de esguelha e eu vermelho de vergonha.
Passei mesmo. E em primeiro. E foi uma das últimas vezes que vi a professora Tânia Lamenha: numa fatalidade, após uma endoscopia, ela veio a falecer.
* * *
Até julho de 1994, papai dizia que tinha pena de minha geração que nunca tinha vibrado com o Brasil ganhando um campeonato mundial. Pois vibrei como nunca na Copa de 94, desta vez como um torcerdor fanático e apaixonado pela Seleção e... O Brasil foi tetra!
Para mim, foi a maior alegria do ano no esporte. Serviu para compensar um pouco a perda irreparável de Airton Senna, em 1° de maio. A comoção que a morte de Senna trouxe foi como poucas que vi na vida. Na Escola Técnica, por exemplo, a tristeza pairava no ar e muita gente chorava mesmo.

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