30 ANOS em 30 DIAS!

Descrição de cada ano de minha vida dia-a-dia, antecedendo a festa dos 30 ANOS!!!

Name: Edvo Acioli
Location: Maceió, Alagoas

Wednesday, June 20, 2007

2004

MOTIVAÇÃO!

Talvez minha principal característica. Talvez o principal componente de minha personalidade.

No mínimo, o que mais me identifica nos Correios hoje.

Ainda estava em Recife, final dos Anos 90, quando me descobri uma pessoa extremamente feliz, sem motivos para reclamar da vida.

Com os jogos e brincadeiras de criança, com as Copas do Mundo e demais competições, com os trabalhos em equipe e gincanas, peguei gosto por torcer, vibrar, competir e celebrar.

A festa por parte de meus pais a cada vitória minha, ainda que fosse uma pequena vitória, incentivava-me a buscar novas conquistas.

Fui forjado todos esses anos a ser alguém dado a desafios e superações.

E sinto que tudo veio à tona em 2004.

* * *

Começo do ano, um colega de outra área questionou ao gerente de vendas, Roberto Mota, se eu estava bem na área comercial. Disse que eu parecia cansado e desanimado após seis meses de estresse na seção. Aquele colega rondava e sondava, buscando subsídios para uma substituição minha por outra pessoa ou coisa que o valha.

Isso aconteceu exatamente no mesmo dia que o responsável nacional pelas vendas do Carnê do Baú veio de São Paulo a Maceió parabenizar os Correios de Alagoas pelas vendas do produto!

Mensagem sutil e bem dada!

Mas silêncio foi tudo o que não fiz em 2004. Afinado com o novo gerente de vendas, de mesma filosofia que a minha (“Podemos ser garis; buscaremos ser os melhores garis!”), fomos os dois a Sergipe aprender com os colegas de lá a acompanhar e motivar as vendas.

De Sergipe, trouxemos o Encontro de Varejo, a grande convenção de vendas dos Correios no estado, e um lema que corre em nosso sangue: “A cada atendimento, um oferecimento”.

A sintonia com a Força de Vendas Alagoana se intensificava cada vez mais, a ponto de tornar-se verdadeira paixão. Em junho, passei a ser chefe da Seção de Promoção de Vendas e Filatelia. Novas campanhas de vendas vieram e Alagoas se destacou no atingimento das metas e até mesmo em valores absolutos.

Paulo Feliciano (Aeroporto), Jairo Correia (Coité do Nóia), Maria Pereira (Atalaia), Maria José (Arapiraca), Alexandra Clara e Manoel Brito (Jaraguá), José Aílton (Palmeira dos Índios), Neuza Bulhões (Coqueiro Seco), Devoneide de Farias (Girau do Ponciano), Antônio Pinho (Teotônio Vilela), Anizete Melo (Central), Gustavo Porangaba (Barra de São Miguel), Cícero Frederico (Novo Lino), Arivaldo Torres (Jacaré dos Homens), Kelly Cristine (Jaramataia), Ester Rodrigues (Joaquim Gomes), José Carlos Nascimento (Marechal Deodoro), Aldir de Lima (Maribondo), Maria Auxiliadora (Olho d’Água do Casado), Maria do Carmo (São Sebastião), Paula Vanessa e Francisco Júnior (Coruripe), Venício Medeiros (Piranhas), Genilda Laurindo (Tabuleiro), Maria Dayse (Filatélica)... Nomes que surgiram em 2004 e eram exemplos para todos nós: vendedores que superavam as metas e se superavam. Todos eles eram alvos de nossa admiração e de muita festa.

Mas a maior glória viria nos dois anos seguintes, pelas mãos de um vendedor da cidade de Ibateguara, 15.000 habitantes e 51ª economia de Alagoas.

* * *

Chega a ser simplório, eu bem sei.

Dois versos que trago sempre comigo são de uma canção chamada “Samba da Bênção”, do brilhante Vinícius de Moraes. Para mim, eles retratam o óbvio:

“É melhor ser alegre que ser triste.
Alegria é a melhor coisa que existe.”

Final da Copa do Mundo de 2002, Tóquio, grande festa do pentacampeonato do Brasil. Houve um momento que parei e disse: “Que bom que a gente ganhou! Já pensou se a gente tivesse perdido...”

Mamãe falou: “Ô, descoberta! ‘É melhor ser alegre que ser triste.’”

Pois é, parece óbvio, mas já tive grandes discussões com pessoas próximas e queridas ao mostrar que sempre temos escolhas a fazer. Optar por viver alegre ou viver triste é uma dessas escolhas diárias que fazemos.

Por incrível que pareça, muitos preferem caminhar na segunda via: viver triste.

Vai ver sou simplório mesmo e nada é tão óbvio quanto parece...

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